domingo, 19 de maio de 2024

POSITANO + ATRANI + AMALFI

 Hoje fomos de ferry até Positano. Saímos de Amalfi às 10:40 e +- 11:10 chegamos lá. Nós e o resto do mundo. Movimento incrível, tudo em todo lugar extremante lotado, mas as paisagens valeram a pena. Uma rápida visita ao duomo (estava tendo missa), caminhadas pelas subidas e descidas de Positano, e volta ao porto.


Nosso hotel visto do barco



Positano












Pegamos o barco da volta, atracamos em Amalfi. Um pouco menos affollato, mas mesmo assim muita gente. Visitamos o Duomo de Amalfi – muito interessante, passando pelo Claustro, Cripta e a igreja propriamente dita.




A cripta

A cripta

A igreja


O claustro

Descemos do duomo e fomos procurar onde almoçar. Felizmente conseguimos lugar para 4 e tivemos uma refeição muito boa. Um detalhe interessante. Ao fim de nosso almoço, ouvimos um alvoroço na praça. Era uma noiva chegando para o seu casamento no duomo. Todo mundo queria vê-la! Teve gente que chegou a formar um grupo atrás dela para fotografias. Eu fui mais discreto e só a fotografei de frente.

A noiva!

O almoço

Após o almoço o plano era voltar a Atrani, até a praça Umberto I, local onde foi filmado “O Protetor: Capítulo Final”, com Denzel Washington. Como Mariza e Hamilton já tinham visto o filme (eu e Fátima ainda não vimos – veremos quando voltarmos ao Brasil), queriam conhecer um dos locais de filmagem. A produção do filme simplesmente “fechou” Atrani. Durante um mês a cidade virou o cenário de um filme hollywoodiano. Foi muito interessante. Inclusive conversamos com a dona do restaurante onde o personagem de Denzel passava grande parte do tempo, sempre na mesma mesa! Dessa vez fomos e voltamos por um caminho vamos dizer alternativo, “por indrento”  (isso é dialeto Anthonyano) das cidadezinhas, sem passar pela rodovia. Passamos inclusive por um túnel exclusivo para pedestres. Foi bem legal!

O túnel

A praça Umbero I em Atrani

A mesa onde o personagem de Denzel ficava


Ao largo de Atrani e Amalfi estava ancorado o Royal Clipper, um veleiro que é um navio de cruzeiro para 227 passageiros. À noite ele estava todo iluminado – uma vista muito bonita no meio do mar.

O Royal Clipper



Deixando de divagar, após voltarmos a Amalfi, Fátima comprou um potinho com motivos de limão (há muito tempo ela queria algo assim), tomamos um sorvete de limão no limão e voltamos ao hotel. Um tempinho de descanso no quarto, e descemos para um jantar bem leve.


Agora é hora de nanar, porque amanhã teremos 225 km até Matera! Boa noite!

sábado, 18 de maio de 2024

Ravello

Segundo o roteiro elaborado previamente pelo Hamilton, uma das opções para hoje seria irmos para Ravello – a cidade da música. Com as dicas que recebemos ontem, não tivemos nenhuma dúvida e fomos para lá. Estradinhas sinuosas e apertadas, nada fácil de enfrentar. Em um trecho inclusive tinha semáforo controlando o trânsito de ida e volta, pois só passava um carro! Ficamos alguns minutos esperando o sinal abrir para o nosso lado e logo depois chegamos no nosso destino, debaixo de chuva! Encontramos facilmente o estacionamento com as dicas recebidas e lá ficamos dentro do carro por alguns minutos, enquanto esperávamos a chuva amainar.

Para variar um pouco, do estacionamento até a Piazza Duomo tinha uma escada. Impossível andar na Costa Amalfitana sem passar por escadas.


Chegando lá em cima, a primeira ação foi a visita ao duomo


Antes disso, Fátima viu que algo tinha sido esquecido no carro. Fui buscar para ela. Enquanto desci, Mariza, Hamilton e Fátima entraram na igreja. Quando cheguei de volta, já estavam fora. Não valia a pena a visita.

Próximo destino: visita à Villa Rufolo (mais detalhes aqui: https://villarufolo.com/ ), uma “casa de campo” do século 13, com influência moura, belos jardins e vista para o mar e, por muitos anos, sede do Festival de Música de Ravello.

Torre Maggiore

Vista de cima da torre

Com o tempo fechado de hoje, e ameaça de chuva, não se podia ver muita coisa ao longe. Mesmo assim valeu muito a pena.





Um dos jardins






Saindo da villa, paramos num dos bares da praça (eles têm mesinhas assim para fora, embaixo de grandes toldos) para uma pausa para hidratação.


Outra atração de Ravello é o Oscar Niemayer Auditorium, um dos últimos projetos do arquiteto, onde agora acontece o festival de música. Infelizmente o local está em reforma e não foi possível entrar. Dá para dizer que o prédio é um típico Niemayer, com suas linhas curvas e exterior todo branco. No meio do caminho de volta para a praça, começou a pingar e chover mais forte. Como já era depois do meio-dia, procuramos nos abrigar num dos bares da praça, mas nada de lugar nas tendas. Acabamos indo lanchar dentro de um deles, o Bar Klingsor. Um pequeno aparte: muito locais por aqui se chamam Klingsor (o feiticeiro da ópera Parsival de Wagner, que por sua vez foi baseada num poema do século 12). Quando Wagner visitou a villa (26 de maio de 1880), ele disse que tinha achado o jardim mágico de Klingsor. Esse blog também é cultura!!!

A chuva parou, embora o tempo ainda estivesse fechado. Pegamos então o rumo da Villa Cimbrone e seus jardins (mais detalhes aqui: Villa Cimbrone, Ravello - Amalfi Coast, Italy - Visit the gardens).

Chegando na Villa Cimbrone

Durante o trajeto por um estreito caminho, começou a chover de novo. Entre pausas da chuva e da caminhada, chegamos na entrada da villa. E começou a chover forte de novo. Nós todos estávamos despreparados para enfrentarmos uma chuva mais forte. Decidimos então, que, com esse tempo nublado e com chuvas intermitentes, não valeria a pena pagarmos os 10 euros para entrarmos. Ficamos por um tempo abrigados num dos poucos locais cobertos da villa. Quando a chuva amainou começamos a voltar, apenas para sermos pegos novamente por chuva mais forte...

Não teve jeito. Voltamos para nosso hotel para nos secarmos e aquecermos. Como já tínhamos um certo volume de roupa para lavar, resolvemos, conforme sugestão do Hamilton, pegar a van do hotel e irmos até o centro para lavarmos a roupa em uma lavanderia automática. Tudo muito bom, tudo muito bem, mas realmente... Durante a lavagem acabou a energia elétrica por 3 vezes. Ainda bem que as máquinas já sabem que isso pode acontecer e não perdem o ponto da lavagem em que estavam – é só confirmar que quer continuar com o processo que a lavagem continua. A questão é que os 39 minutos previstos para a lavagem duraram muito mais. Enquanto isso batemos um bom papo com um casal de australianos que também estava lá lavando a sua roupa.


Por volta das 20 horas estávamos com tudo pronto e pegamos a van das 20:14 de volta para o hotel. Mais um motorista “maluco” (talvez o maior de todos...). Fez o trajeto de Amalfi até o hotel em precisamente 10 minutos. Praticamente metade do tempo que eu levei na nossa volta de Ravello.

Para encerrar a noite, fomos ao bar do hotel e nos premiamos com um whisquinho - Talisker 10 para mim, Black Label para Hamilton – e uma taça de vinho para as garotas – tinto para Mariza, rosé para Fátima.

Agora um último registro da noite – enquanto eu estava escrevendo esse texto, por volta de 23:30 escutei sons de fogos de artifício lá fora. Alguém (ou um hotel, não sei) lá embaixo na beira da praia resolveu nos dar um showzinho inesperado. Até Fátima que já estava dormindo levantou para ver!

sexta-feira, 17 de maio de 2024

Arrivederci Roma, Buon Giorno Amalfi

Hoje saímos de Roma em direção a Amalfi. Primeira providência do dia foi fazermos o check-out e irmos até a Estação Termini para pegarmos o carro. As meninas ficaram bonitinhas nos esperando no hotel. Voltar da locadora (que fica dentro do próprio terminal) até o hotel era mais fácil a pé do que de carro! Vencida essa primeira etapa, arrumamos as malas e partimos. Alguns poucos quilômetros pelas labirínticas e estreitas ruas de Roma e chegamos na Autoestrada. Maravilha de rodovia.


O problema (se é que se pode chamar de problema) começou quando saímos da autoestrada e começamos a andar pelas sinuosas “estradinhas” que nos levariam a Amalfi. Seguramente elas têm curvas mais apertadas do que a nossa Graciosa, talvez até do que a Serra do Rio do Rastro, e é uma atrás da outra! Durante um bom período ficamos atrás de um caminhão carreta, que não sei como conseguia andar por lá. Descobrimos também um “macete” desses motoristas – a cada curva, uma buzinada, para alertar os que estejam vindo na outra mão. Mais para a frente, já na parte final chegando a Amalfi, muitas curvas tinham um espelho para que um lado conseguisse ver se vinha alguém do outro lado. Mas o mais inacreditável era a velocidade com que os italianos andam nessas estradas. São verdadeiros malucos! E as paisagens são espetaculares!



Finalmente, com um “atraso” de uma meia hora em relação ao previsto pelo GPS, chegamos no hotel (a culpa desse atraso não foi só do motorista neófito em estradinhas italianas – um pequeno congestionamento saindo da autoestrada e depois a carreta nos atrasaram bastante. No fim deu tudo certo. O hotel é excelente, os quartos já estavam prontos quando chegamos!

Vista da sacada do nosso apartamento

Vista do outro lado

Pequena reunião decisória e resolvemos ficar na piscina durante um tempo,



A piscina

depois pegarmos a van do hotel para irmos para o centro da cidade. O motorista da van deve fazer esse trajeto milhões de vezes por mês - até parecia que se ele largasse a direção a van iria sozinha enfrentar todas essas curvas.


Amalfi é uma cidade (vila?) muito bonita, cheia de lojinhas de tudo que é coisa com tema de limão e um monte de sorveterias com cara de deliciosos.



Depois de um tempo andando pelas ruelas de Amalfi, tomamos a direção de Atrani, a pé,

A foto foi tirada na volta, mas passamos aí na ida!

para irmos jantar num restaurante indicado pelo hotel. Existem dois caminhos até Atrani – pelas margens da estrada ou “por dentro”. O Google indicava que pela estrada era mais fácil e mais rápido. Chegamos no restaurante (Le Arcate) às 18:40, mas ele só abriria às 19:00. Já tinha uma pessoa trabalhando lá. Perguntei da necessidade ou não de reserva – sim, tem que reservar! Posso fazer a reserva agora? Sim, pode; para que horas? 19:00 horas, ora, disse eu – claro que não assim, né, senão ele iria cuspir nos nossos pratos! Como não lembrei de especificar mesa, o Hamilton foi até lá e pediu uma mesa na beira da praia.

O Le Arcate

Ficamos esperando por ali mesmo, e às 18:59 ele nos chamou para a nossa mesa. Fizemos nosso pedido, inclusive com uma garrafa de vinho Lacrima Christi del Vesuvio, um vinho branco DOC feito com uvas das encostas do Vesúvio. Bem bom! Até Fátima literalmente se animou e tomou alguns bons goles. Os pratos foram todos MUITO bons, de agrado geral.


Pagamos a conta e então perguntei para o garçom sobre o caminho de volta para Amalfi que fosse “por dentro”. Se vocês não se importam com umas escadinhas, disse ele, vocês subam aquela escada lá, depois aquela outra e mais outra, sempre pegando a esquerda. Escadinhas só para ele, porque eram escadonas. Mas entre mortos e cansados, chegamos todos bem de volta a Amalfi.



Hora de umas comprinhas. E não é que a loja que Mariza e Hamilton compraram umas poucas coisas é de uma brasileira? Ela nos deu dicas valiosas para amanhã.

Depois disso, só nos restava degustarmos um sorvete de limão e pegarmos a van de volta ao hotel. Tudo resolvido por hoje.